Táubua de tiro ao Álvaro

noutro dia mandei uns versos e outras prosas ao poeta Álvaro Alves de Faria, aquele mesmo que vive só e conversa com passarinhos: um dos últimos poetas sobre meus originais disse ter lido todos, poemas crônicas um e outro conto perdido, e aquilo me deu uma raiva danada muitíssimo educado o poeta, disse ter gostado … Continue lendo Táubua de tiro ao Álvaro

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Sai todo mundo daqui

Sei que está cansativo sempre o mesmo papo sobre amigos e lembranças mais do mesmo. Foi um raio na minha cabeça. Nunca acreditei (ninguém põe muita fé) no papo dos avós, naquilo de que os amigos passam namoradas passam dores felicidades colágeno tudo vai passando até passar. Mas você cresce, se acabam as aulas, uns … Continue lendo Sai todo mundo daqui

O diabo é que dói sem nem dar conta

Eles gostavam do famoso três-dentro-um-fora, que se trata dum jogo de rua onde dois jogadores precisam acertar o gol controlando a bola sem deixá-la pingar no chão. Dominar antes do arremate também é proibido, só vale gol de primeira. Três gols troca o goleiro, um chute pra fora elimina o tonto que chutou e dá … Continue lendo O diabo é que dói sem nem dar conta

De repente você desperta. Abre a janela. A primeira brisa da manhã bate como um sorriso. Respira fundo. Silêncio. Um carro passa. Ao fundo um galo atrasado anuncia o novo dia. As necessidades chamam e como é bom estar funcionando, quanta bênção mora numa cagada. Bem-te-vis e maritacas e todo tipo de pássaros voam por … Continue lendo

Amizades, devaneios e ponto-final

Naqueles tempos a gente tinha o Baiano, um baixinho que gostava de todo mundo mas não queria trabalhar pra ninguém, aprendera com a vida de um tudo, desde consertar bicicletas até improvisar uma cirurgia. A amostra perfeita do brasileiro de Gilberto Freyre. Teve uma porrada de filhos mais inteligentes que ele e passou a vida … Continue lendo Amizades, devaneios e ponto-final

O zero e o [quase] nada

Nunca, desde que o mundo é mundo, se viu algo parecido, ao menos nada que tenha sido documentado, pois se tudo o que acontece tivesse suas devidas provas ou testemunhas, mesmo aquelas tratadas como loucas, difícil imaginar quanto perdemos de vista. Como num conto infantil, dizer que aquela porta transportava quem a abrisse ao futuro, … Continue lendo O zero e o [quase] nada