O céu sem poesia é só ciência. O homem também.

Outro dia levei a Lua pra passear, Lua minha salsichinha, como de costume fazemos. Atravessamos um quarteirão e sentamos na mesma praça de sempre, nada anormal. A praça que não é mais praça, agora é um monte de mato com uns tantos bancos também se afundando no mato, ao lado do que um dia foi … Continue lendo O céu sem poesia é só ciência. O homem também.

O zero e o [quase] nada

Nunca, desde que o mundo é mundo, se viu algo parecido, ao menos nada que tenha sido documentado, pois se tudo o que acontece tivesse suas devidas provas ou testemunhas, mesmo aquelas tratadas como loucas, difícil imaginar quanto perdemos de vista. Como num conto infantil, dizer que aquela porta transportava quem a abrisse ao futuro, … Continue lendo O zero e o [quase] nada

Mas eu não sabia que você sabia que a vida é tão boa

Para cada verso dez verões, cem tristezas e muito mais cada passo constrói o morto, o morto que na ilusão da vida até sambou sambou sambas que Maria Angélica jamais sambaria, e como isso doía entre tribos, morros e Maria Angélica, o que há depois do teto? sonhos flutuam ao redor da casa, sonhos que … Continue lendo Mas eu não sabia que você sabia que a vida é tão boa

Só um segundo, é sobre amor

Este poema é para meu amigo Clóvis, o único amigo de infância que minha cabeça conservou, um grande companheiro, sempre o primeiro a dar um passo a frente, ótimo artista, apelava ao dom para ganhar as meninas, e com seus olhos verdes e aquela apaixonante habilidade de transformar cores em amor fazia um estrago danado, … Continue lendo Só um segundo, é sobre amor

Se esse ônibus falasse…

Queria que esse ônibus tivesse três vezes o seu tamanho e andasse três vezes mais devagar. Talvez eu fizesse algumas amizades. Mas se assim fosse, a cidade também precisaria crescer três vezes, e precisaríamos de três vezes mais habitantes e mais ônibus para acolhê-los. Quem sabe dessa forma eu tivesse oportunidade de conhecer algumas pessoas. … Continue lendo Se esse ônibus falasse…