Paysandu

Normalmente, desde a tenra infância, ouvimos que o Brasil é um país cheio de outros países dentro, cada qual com sua cultura, seus estilos, canções e até mesmo fuso-horário próprios. Até aceitamos isso, mas acabamos por subestimar o quanto pode sofrer um sergipano solitário em Curitiba, ou vice-versa. Paysandu sabe o quanto foi fácil se … Continue lendo Paysandu

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Histórias corriqueiras que a gente conta mas que no fundo são uma só

Nunca tive avô. De ambos os lados, pai e mãe, não fui neto. Não deu tempo. Meu irmão sim, teve avô até os cinco anos, mas quando nasci ele tinha seis. Do lado materno, o velho morreu tragicamente, amassado por um trator desgovernado enquanto fechava o portão da chácara em que trabalhava como vigia. Mamãe … Continue lendo Histórias corriqueiras que a gente conta mas que no fundo são uma só

Jovem é preso com cinquenta gramas de petismo no bolso

Caminho todos os dias pelos mesmos lugares, no melhor estilo pretinho básico: acordar-ponto-de-ônibus-ônibus-terminal-ônibus-trabalho-ponto-de-ônibus-ônibus-terminal-ônibus-finalmente-casa, sempre as mesmas calçadas, as mesmas pessoas, nos ônibus mudam alguns dos rostos mas os papos continuam os mesmos de ônibus, sobre a vizinha que fez sei lá o quê, uma outra no trabalho que acorda cedo só pra infernizar, o sem-vergonha … Continue lendo Jovem é preso com cinquenta gramas de petismo no bolso

Táubua de tiro ao Álvaro

noutro dia mandei uns versos e outras prosas ao poeta Álvaro Alves de Faria, aquele mesmo que vive só e conversa com passarinhos: um dos últimos poetas sobre meus originais disse ter lido todos, poemas crônicas um e outro conto perdido, e aquilo me deu uma raiva danada muitíssimo educado o poeta, disse ter gostado … Continue lendo Táubua de tiro ao Álvaro

Sai todo mundo daqui

Sei que está cansativo sempre o mesmo papo sobre amigos e lembranças mais do mesmo. Foi um raio na minha cabeça. Nunca acreditei (ninguém põe muita fé) no papo dos avós, naquilo de que os amigos passam namoradas passam dores felicidades colágeno tudo vai passando até passar. Mas você cresce, se acabam as aulas, uns … Continue lendo Sai todo mundo daqui

Ivan o Corcundão a solidão que eu fumei e um abraço pra São Sebastião

Não há nada pior que as lembranças dos amigos. A gente vai lembrando vai rindo e quando vê está triste feito um burro, e que burrico triste. Há quem chame essas coisas de nostalgia, quiçá saudade, eu prefiro puta-que-pariu-de-novo-não. Você ali, tranquilo, Luiz Melodia no rádio baseado entre os dedos. Baleiro, Macalé, Lenine, Ben, Donato, … Continue lendo Ivan o Corcundão a solidão que eu fumei e um abraço pra São Sebastião