O céu sem poesia é só ciência. O homem também.

Outro dia levei a Lua pra passear, Lua minha salsichinha, como de costume fazemos. Atravessamos um quarteirão e sentamos na mesma praça de sempre, nada anormal. A praça que não é mais praça, agora é um monte de mato com uns tantos bancos também se afundando no mato, ao lado do que um dia foi … Continue lendo O céu sem poesia é só ciência. O homem também.

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Sai todo mundo daqui

Sei que está cansativo sempre o mesmo papo sobre amigos e lembranças mais do mesmo. Foi um raio na minha cabeça. Nunca acreditei (ninguém põe muita fé) no papo dos avós, naquilo de que os amigos passam namoradas passam dores felicidades colágeno tudo vai passando até passar. Mas você cresce, se acabam as aulas, uns … Continue lendo Sai todo mundo daqui

Ivan o Corcundão a solidão que eu fumei e um abraço pra São Sebastião

Não há nada pior que as lembranças dos amigos. A gente vai lembrando vai rindo e quando vê está triste feito um burro, e que burrico triste. Há quem chame essas coisas de nostalgia, quiçá saudade, eu prefiro puta-que-pariu-de-novo-não. Você ali, tranquilo, Luiz Melodia no rádio baseado entre os dedos. Baleiro, Macalé, Lenine, Ben, Donato, … Continue lendo Ivan o Corcundão a solidão que eu fumei e um abraço pra São Sebastião

O diabo é que dói sem nem dar conta

Eles gostavam do famoso três-dentro-um-fora, que se trata dum jogo de rua onde dois jogadores precisam acertar o gol controlando a bola sem deixá-la pingar no chão. Dominar antes do arremate também é proibido, só vale gol de primeira. Três gols troca o goleiro, um chute pra fora elimina o tonto que chutou e dá … Continue lendo O diabo é que dói sem nem dar conta

Didi e os trapalhões

O homem-da-rua escolheu Bolsonaro. O homem que anda na rua. Que move a economia, sai todo dia de manhã e só volta de noitinha. Que sente na planta-dos-pés as calçadas todas destruídas; as famosas praças onde tantos amores nasceram se reduzindo a mato; os corredores dos hospitais transbordando gente doente, gente com coração ainda. Que … Continue lendo Didi e os trapalhões

De repente você desperta. Abre a janela. A primeira brisa da manhã bate como um sorriso. Respira fundo. Silêncio. Um carro passa. Ao fundo um galo atrasado anuncia o novo dia. As necessidades chamam e como é bom estar funcionando, quanta bênção mora numa cagada. Bem-te-vis e maritacas e todo tipo de pássaros voam por … Continue lendo

Amizades, devaneios e ponto-final

Naqueles tempos a gente tinha o Baiano, um baixinho que gostava de todo mundo mas não queria trabalhar pra ninguém, aprendera com a vida de um tudo, desde consertar bicicletas até improvisar uma cirurgia. A amostra perfeita do brasileiro de Gilberto Freyre. Teve uma porrada de filhos mais inteligentes que ele e passou a vida … Continue lendo Amizades, devaneios e ponto-final