Táubua de tiro ao Álvaro

noutro dia mandei uns versos e outras prosas ao poeta Álvaro Alves de Faria, aquele mesmo que vive só e conversa com passarinhos: um dos últimos poetas sobre meus originais disse ter lido todos, poemas crônicas um e outro conto perdido, e aquilo me deu uma raiva danada muitíssimo educado o poeta, disse ter gostado … Continue lendo Táubua de tiro ao Álvaro

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O céu sem poesia é só ciência. O homem também.

Outro dia levei a Lua pra passear, Lua minha salsichinha, como de costume fazemos. Atravessamos um quarteirão e sentamos na mesma praça de sempre, nada anormal. A praça que não é mais praça, agora é um monte de mato com uns tantos bancos também se afundando no mato, ao lado do que um dia foi … Continue lendo O céu sem poesia é só ciência. O homem também.

Sai todo mundo daqui

Sei que está cansativo sempre o mesmo papo sobre amigos e lembranças mais do mesmo. Foi um raio na minha cabeça. Nunca acreditei (ninguém põe muita fé) no papo dos avós, naquilo de que os amigos passam namoradas passam dores felicidades colágeno tudo vai passando até passar. Mas você cresce, se acabam as aulas, uns … Continue lendo Sai todo mundo daqui

Bom é leilão de boi

Enfiem bem fundo seus Kindles, ebooks e o diabo a quatro. Mas pra lá do pré-sal de cada cu, de cada filho-da-[com o perdão da palavra]puta que vira página com o dedinho na tela, que tem mil e um livros em sua cama. No cu mil vezes. Ah, Jesus, como queria eu mandar cada um, … Continue lendo Bom é leilão de boi

Em São Paulo Deus é uma nota de cem

Claro que aqui tem marginalidade, é o que acontece quando se arrasta pra debaixo do tapete a maioria de um país. Quer falar das biqueiras? A gente fala das biqueiras, meninos e meninas de quinze anos que se desdobram em vários olhos pois pior que a polícia, a fome também volta todo dia. Pior ainda … Continue lendo Em São Paulo Deus é uma nota de cem

De repente você desperta. Abre a janela. A primeira brisa da manhã bate como um sorriso. Respira fundo. Silêncio. Um carro passa. Ao fundo um galo atrasado anuncia o novo dia. As necessidades chamam e como é bom estar funcionando, quanta bênção mora numa cagada. Bem-te-vis e maritacas e todo tipo de pássaros voam por … Continue lendo

Amizades, devaneios e ponto-final

Naqueles tempos a gente tinha o Baiano, um baixinho que gostava de todo mundo mas não queria trabalhar pra ninguém, aprendera com a vida de um tudo, desde consertar bicicletas até improvisar uma cirurgia. A amostra perfeita do brasileiro de Gilberto Freyre. Teve uma porrada de filhos mais inteligentes que ele e passou a vida … Continue lendo Amizades, devaneios e ponto-final