A Nicarágua é um poema de Vinicius de Moraes – tão belo quanto triste

"Nas catacumbas pelas tardes, quando há menos trabalho pinto nas paredes das catacumbas a imagem dos Santos dos Santos que morreram matando a fome e pela manhã imito os Santos agora quero falar dos Santos." Filho de agricultor com professora, José Leonel Rugama nasceu em Vale de Matapalos, Estelí, na Nicarágua, em março de mil … Continue lendo A Nicarágua é um poema de Vinicius de Moraes – tão belo quanto triste

Vida, minha vida, olha o que é que eu fiz

Quando abri a segunda garrafa de Velho Barreiro, ainda estava em casa, tomando no quintal, sentado numa cadeirinha de área azul. Já se iam umas duas da manhã, e eu nunca fui muito de beber sozinho, e cá entre nós não tenho vocação pra Chinaski, essa coisa de esperar o dia nascer pra sair pra … Continue lendo Vida, minha vida, olha o que é que eu fiz

Marilyn Manson – histórias que levar ou não pro túmulo não faz a menor diferença

Já me disseram que tenho uma facilidade pra sumir, digamos, encantadora. Adoro ironia. Mas vamos lá, João Gilberto era encantador. Um velhinho de pijama exilado num apartamento tocando violão doze horas por dia. Dando a mínima pro singelo detalhe de ser a principal mente dum movimento que influenciou crianças como Chico e Gil, do qual … Continue lendo Marilyn Manson – histórias que levar ou não pro túmulo não faz a menor diferença

Tem mais samba nas mãos do que nos olhos

Jesus. Vem aqui, Jesus. Jesus o pai de Geisiele. Eu gritava. Acorda, Jesus. Vem aqui fora deixar eu namorar tua filha. Eu só quero uma. Jesus. De repente sai o vizinho com uma peixeira na mão. Continua gritando agora aí, ô filho da puta. Jesus não me salvou. Nem deixou eu namorar Geise. Tive de … Continue lendo Tem mais samba nas mãos do que nos olhos

Independência ou morte, por favor

Não sou bom com essa coisa de críticas e resenhas, mas estou lendo um livrinho ma ra vi lho so, e preciso contar. A morte é um dia que vale a pena viver. Ana Cláudia Quintana Arantes. Ela é médica. Doutora Ana Clara Quintana Arantes. Eu não a conhecia, mas a imagino com voz doce … Continue lendo Independência ou morte, por favor

Um São Sebastião meio niilista

Já contei aqui dum amigo que há tempos resolveu arriscar meter a cara no mundo pra ver de perto se ele é grande assim mesmo. Pois bem. Quando resolveu sumir, só o que chegou a mim foi que sem mais nem menos o menino enfiou na cabeça que tinha de estar na Bolívia, subiu num … Continue lendo Um São Sebastião meio niilista

Solidão, que poeira leve

Como dizer que não estou com você quando estamos sorrindo, pior, gargalhando? Como dizer que não quero estar com você mas você não tem nada que ver com isso? Histórias tristes, sempre histórias tristes. Em vez de chorar as pitangas por amigos que eu devia considerar mas não me importo, melhor seria falar do meu … Continue lendo Solidão, que poeira leve

Beber até morrer, essa é a solução

Vou falar um negócio que pode me render olhares tão ou mais horrorizados, não, horrorizado é muito forte, horrorizado a gente fica quando tocam fogo em mendigo, talvez perplexo, um negócio que pode me render olhares um tanto perplexos. Melhorou. Por outro lado, como dizia Boechat, vivemos num país com duzentos milhões de palhaços, ninguém … Continue lendo Beber até morrer, essa é a solução